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Dia 001 – 2022

sábado

Primeiro dia de um novo ano, o que parece ter sempre alguma nova perspectiva, acompanhado ainda (e quase sempre) de situações de cujo caráter de anterioridade é impossível fugir.

Neste mês de janeiro se completam dois anos dos primeiros rumores sobre um novo tipo de vírus que (no nosso caso, na época) já começava a fazer as primeiras vítimas do outro lado do mundo. Passados dois anos, o que se sabe com alguma certeza é que não é nada fácil de erradicar que por muito tempo ainda teremos que usar máscara e cumprir uma série de protocolos de segurança.

Todo esforço que a Humanidade em geral promoveu para tentar contornar o problema ainda não foi suficiente para tanto (e há controvérsias sobre se algum dia será) e ainda é preciso (infelizmente) contar com variações que aumentam a resistência do vírus, e que sempre têm lhe dado uma sobrevida perigosa para todos nós.

Falando apenas por mim (que é por quem posso falar), fico feliz de ter permanecido longe até mesmo de uma gripe comum, ao longo do período, em parte por sorte e em parte por conta de alguns cuidados que sempre tomo, apesar de em épocas anteriores não terem evitado uma ou duas incidências. Sempre se corre o risco.

Bueno.

Neste mês de janeiro também se completam seis meses do meu desligamento da empresa por onde exerci atividade profissional por 42 anos. Nesse tempo deu para acontecer de tudo, menos arrependimento de ter parado. Como escrevi antes, em termos psicológicos, a melhoria na qualidade de vida foi gritante.

Sem atendimento a clientes, sem ter que dar suporte a sistemas sem ter recebido o devido treinamento, sem ter que descobrir pelo cliente que um determinado produto ou serviço existe. É bem melhor descobrir isso como cidadão do que como empregado do governo do Estado.

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No começo de 2020 o Word Press apresentou, no meu caso, uma série de problemas que me levaram a abandonar o blogue. Hoje, dois anos depois, quero acreditar que a questão foi o resultado de ter um banco de dados de 11 a 12 anos, uma coisa monstruosa, em que não fiquei nenhum dia sem pelo menos uma publicação, no diário. Era muita coisa e o WP com certeza se rebelou.

Foram dois anos em que quase não publiquei nada, e tudo que eu sabia sobre administração da página meio que se perdeu. Uma parte por esquecimento; outra pelas atualizações automáticas do sistema que eu nem tomava conhecimento.

Não posso afirmar que vou, nem que não vou escrever todos os dias. Há algumas coisas que depois, olhando, percebi que senti falta, como a cobertura dos jogos da dupla GreNal, e acompanhamento de outros resultados. Até mesmo para fatos da vida, perdi algumas referências. Uma coisa é certa: em caso de uma possível retomada, a cada final de ano terei que obrigatoriamente ter uma organização digital das postagens, nem que seja feita mês a mês, para não deixar acumular de novo, como na vez anterior.

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A vida é muito dinâmica. Digo, o desenrolar dela.

Coisas que em um determinado momento nos servem, em outro determinado momento não ajudam muito. E daqui a pouco, mais adiante, voltam a servir, e assim sucessivamente. É como está sendo a minha relação com a esteira que adquirimos depois da perda do elíptico. Eu gosto de caminhar na esteira. Mas sinto que ela será mais útil no inverno, com seus dias frios e chuvosos.

Primavera, outono e verão estão mais para caminhadas na rua.

Me faz lembrar que em Porto Alegre era difícil caminhar na rua, e por isso comprei a primeira esteira, em 2010. Lá também houve momentos em que não queria usá-la, mas a preguiça de descer do 8º andar era também muito grande. Aqui em Nova Petrópolis eu troco o exercício na esteira por qualquer oportunidade de ir a um mercado a pé, quando não vou trazer nada excessivamente pesado. Ênfase no excessivamente. Não me importo de caminhar transportando pequenos pesos, ou até mesmo pesos médios.

O caso é que, aqui, em NP, quando se anda na rua, não se o faz estressado e com medo. Hoje mesmo dei uma saída cedo para ir à Casa da Fruta, o único comércio além das farmácias que fica aberto direto, não fecha nunca. Vi muita gente da terceira idade caminhando, e com isso consigo me identificar.

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Continuo discordando daquela pessoa que escreveu na Zero Hora, tempos atrás, que exercícios de palavras cruzadas só fazem a pessoa ficar boa em fazer palavras cruzadas. Isso não é verdade. A verdade é que para ficar boa em fazer palavras cruzadas a pessoa aprende a pensar. Aumenta o vocabulário. O passatempo estimula a memória. Ensina pequenas coisas sobre vários assuntos. Estimula a consulta ao dicionário. Ajuda até mesmo a identificar erros em formulações e respostas dadas por quem criou o quadro.

As palavras cruzadas servem, sim, para ajudar a manter afastado o fantasma do Alzheimer. É um exercício que funciona para mim, e eu acho que todas as pessoas poderiam experimentar e quem sabe até adquirir o hábito.


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