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Dia 002 – 2022 / Semana 01

domingo

Quando mencionei a questão da caminhada, no dia de ontem, deixei de fora uma boa quantidade de conjecturas. Não era para escrever sobre elas, ontem, mas hoje posso dar uma viajada sobre o tema.

Quando a gente sobe na esteira, automaticamente se instala no nosso cérebro um programa chamado “exercício“. Este programa nos induz a sem pensar programar a esteira para operar na velocidade 2x, digamos assim. Quando saio para caminhar até o mercado, ou farmácia, dá no mesmo, às vezes tenho que me controlar para caminhar na velocidade apenas x. Isso acontece por força do ritmo 2x da esteira. E aí é que entra um cálculo que normalmente não se faz, mas posso tentar explorar a questão no post de hoje.

Conforme descrito ontem, caminhei até o Casa da Fruta de manhã cedo, colocando isso aí no lugar do exercício na esteira. Antes de sair falei para a esposa que tentaria evitar as grandes subidas (para quem não conhece, como qualquer outra cidade da Serra, Nova Petrópolis tem suas ruas formadas por grandes, pequenas e médias ladeiras; poucos são os trechos planos., e mesmo assim sempre há algum nível de inclinação). Foi o que fiz, para nem falar em procurar ruas em que pelo menos um lado tivesse bastante sombra.

A estratégia deu certo, e apesar de a gente ter em mente que aquele mercado é mais distante que todos os outros a que normalmente vamos, (como escrevi ontem, é o único que nunca fecha), se levei 20 minutos para chegar lá foi muito. Na velocidade x, às vezes até um pouco mais lento. Quando subo na esteira tenho colocado a velocidade 6.5, diminuindo um ponto a cada 5 minutos, chegando aos 30 minutos em velocidade 6.0, que ainda está acima do que desenvolvo quando estou na rua.

Um cálculo que nunca se faz, quando se vai ao mercado, é o do número de passos dados lá dentro, enquanto se escolhe as compras. Esse cálculo também não entra quando estou em cima da esteira. Então, ao calcular na esteira uma velocidade que seja equivalente ao número de passos dados ida e volta do mercado, o tempo também tem que ser deixado de lado. bem como a distância.

Ao fim de 30 minutos a esteira pode me dizer que andei 3 km, mas se eu levar 3 km ida e volta ao mercado, ainda assim terei andado mais, por conta dos passos dados lá dentro. Por isso não levo em consideração a distância, apenas o número de passos. Como a minha meta é de no mínimo 4 mil passos por dia, ao ir e voltar cheguei em casa com mais do que quatro mil. Isso que ontem nem precisei voltar em casa por esquecimento de pegar uma máscara, o que acontece muito.

O que eu tenho que fazer, e já comecei a testar hoje, é encontrar na esteira uma velocidade que equivalha a x, de caminhada normal, e fazer 30 minutos nela.

Se considerar que dentro de casa é possível dar normalmente entre mil e 1.500 passos, a soma com a esteira daria em torno de 2 milhões de passos por ano, mas essa é uma subestimativa. Sabidamente darei mais do que isso.

*

Apesar de não ter alimentado o blogue por quase dois anos, eu nunca deixei de escrever. Como foi descrito e mostrado no penúltimo post, tenho um ritual diário de escrita, que me ajuda a descartar muito da papelada acumulada que havia na casa, além do que vai eventualmente surgindo. A execução desse ritual (que é um exercício de repetição e memorização) me fez sempre gastar mais papel do que costuma entrar. Eu mesmo me policiei e passei a não acumular na mesma quantidade de outros tempos.

Ao voltar a escrever para esta página, estou atacando agora duas frentes do descarte de papel. Uma delas consiste no que já estava guardado (por exemplo, há vários dias comecei a me desfazer de 42 anos de contracheques, escrevendo nos dois lados de cada um, ocupando os espaços possíveis; comecei no ano de 1979, já estou em 1993); outra aleatória, de papelada que está jogada em cima da mesa do computador e da outra mesa, que tenho ao lado.

Brincando, brincando, a papelada aleatória, como diz a própria designação, é mais fácil de eliminar, porque são vários papéis de vários tamanhos, e na hora de transcrever para a tela de criação do blogue parece que o texto nunca termina, o que significa que foi usado bastante material para descarte. Isso por um lado é bom, claro, porque dá a ilusão de que escrevi bastante.

Escrever bastante até nem é um problema. Problema é escrever bastante com consistência. Mas isso também não seria um problema, se levar em consideração que o que se escreve aqui é mais um passatempo do que um canal de informação.

Foi eliminada uma boa quantidade aleatória de papel na produção desta postagem. Se eu fosse jornalista, se trabalhasse em jornal ou revista, haveria pautas específicas sobre assuntos para abordar aqui. Por enquanto não há. Quem sabe depois que começarem as participações do Grêmio nas três competições que terá pela frente ao longo do ano, Gauchão, Copa do Brasil, Brasileirão Série B.

Mesmo assim, de ontem para hoje já é perceptível uma mudança de visual em um dos cantos da mesa do computador.


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