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Dia 012 – 2022

Quarta

Para hoje estive pensando em escrever um pouco sobre o que acontece quando estou fazendo palavras cruzadas.

Há um processo que estou passando a desenvolver a partir do fato de que a maior parte dos exercícios que resolvo se originam de páginas das edições impressas da Zero Hora, que recebo nos finais de semana, e das edições de outros dias que recolho na casa dos meus pais, que têm assinatura diária, mas quase não lidam com aquele tipo de exercício.

Sobram várias e várias páginas com palavras cruzadas, e de tempos em tempos, entre as vezes em que vou lá, retiro todas e trago comigo. Cada edição do jornal traz pelo menos dois quadros daquilo. Se a cada dois meses eu fizer um recolhimento, a pilha que extraio fica enorme.

Mas não é sobre isso que vou escrever. Vou abordar uma questão que mais óbvia impossível, mas que quase ninguém se dá conta, e eu mesmo dou uma derrapada, de vez em quando.

Usando dois exemplos.

Conheci através da Lisiane uma pessoa que notoriamente precisava de ajuda, mas que não admitia (aliás, não admite) que precisa. A pessoa não me pediu, mas como era evidente que precisava, tentei fazer alguma coisa. Então “receitei” o exercício da repetição de um conjunto de seis frases, por escrito, a ser executado pelo menos uma vez ao dia, até que elas internalizassem no subconsciente da pessoa.

A expectativa era de que ela (como está acontecendo comigo) passasse a sentir e agir de acordo com aquelas frases. Uma mudança de pensamento, e portanto de sentimentos, não acontece do dia para a noite, e só se instala quando a pessoa quer mudar. A pessoa em questão até começou a experimentar seguir a orientação, mas, como não havia pedido ajuda, não deu seguimento.

Não admitir que se precisa de ajuda é mais fácil.

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Também através da esposa conheci uma outra pessoa, que, dia desses, precisando de ajuda, deu um alô a respeito.

Consultado sobre, indiquei o áudio book de um livro, Mais Esperto Que o Diabo, de Napoleon Hill. Com a mente aberta, a pessoa se dispôs a escutar. Tendo gostado, sentindo-se impactada pela mensagem do autor, disse que vai comprar uma edição impressa.

A moral óbvia da história: não é possível ajudar a quem não quer se ajudar. Quem quer, vai lá e faz.


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