RSS

Dia 362 – 2011

Hora brasileira de Verão

11:14

Dia por enquanto ensolarado, com poucas ou nenhuma nuvem no horizonte, dependendo de para que lado se olhe. Na parede, no momento em que começo a escrever, 25,5ºC.

4

ERREI FEIO

Para ver que quando não dá química, não adianta: mais uma vez deixei o aparelho de som novo, do quarto, engatilhado para ficar tocando a noite toda. E mais uma vez esqueci de soltar o gatilho.

Tudo porque ele não é prático no carregamento da fonte de entrada do áudio, não é prático no manuseio do controle remoto, não é prático na seleção das músicas e não reproduz em modo aleatório.

É um Philco.

Se fosse um Philips, responderia em um minuto o que o outro leva cinco.

A mira da troca já está apontada para o moço desde o primeiro dia. O que me salva é que, ligado a uma televisão, ele funciona como dvd player. Foi uma compra mal feita (porque me deixei seduzir pelos 600W RMS de potência), na qual a química foi zero.

3

CRONOGRAMA ANUAL

Acho engraçado como o período de estiagem no futebol seguido de alguns dias de não ter filmes para ver ou gravar podem fazer bem até mesmo para quem (como é o meu caso) acha que não pode viver sem.

Diz o ditado que tudo que é demais enjoa, e é bem possível que seja assim. Mas também é preciso combinar que, para quem faz planos que dependem exclusivamente da passagem do tempo, uma série de interesses paralelos ajuda uma barbaridade. Acho muito melhor do que levar os dias da expectativa de mais um dia de trabalho é eu poder pensar que cada dia tem um seriadinho diferente que eu gosto de ver (um é modo de dizer, né?), a cada três, quatro dias, tem um jogo do meu time para ver (e um do co-rimão para secar), a cada três, quatro dias, tem um sorteio da Lotofácil, quando então corro o risco de ganhar alguns trocados a mais.

Tudo isso, todos os dias, ajuda o tempo a passar.

Mas não nego que um períodozinho de férias nos interesses televisivos também cai muito bem, porque concede espaço para outros tipos de interesses, como a leitura.

2

PROMESSA FINAL

Hoje, quarta-feira, 28 de Dezembro de 2011, quero declarar que desisti da ideia de não fazer promessas de final de ano.

Depois de muito pensar… não, depois de muito, muito pensar, cheguei à conclusão de há pelo menos uma promessa que preciso fazer a mim mesmo. Uma única, que poderá ter (e certamente terá) reflexos em tudo que me propuser a fazer em 2012 e quiçá (que tal?) além dele.

Quanto mais vou lendo e relendo trechos dos livrosPai Rico, Pai Pobre (de Robert T. Kiyosaki e Sharon L. Lechter) e Dinheiro – os Segredos de Quem Tem (de Gustavo Cerbasi), mais me convenço de duas coisas: primeiro, que tenho, sim, que me ocupar dos meus negócios, adquirindo cada vez mais ativos que me agradem; segund0, que não tenho o perfil do grande investidor, aquele sujeito que gosta de arriscar.

Com base nisso concluo que o melhor ativo que eu posso comprar e em que não precisarei arriscar quase nada são espaços em caderneta de poupança. Como elas podem ter rendimentos diários, quanto mais depósitos eu puder fazer, independentemente das datas em que forem feitos, maiores serão os espaços que ocuparei com este ativo.

Significa dizer que eu já entendi a mecânica do pensamento de que tenho que fazer com que o dinheiro trabalhe para mim. Significa também que preciso dar uma virada e não estou mais preocupado com que 2012 seja mais um ano em que eu tente melhorar como pessoa em termos espirituais.

Não.

Melhorar em termos espirituais faz parte de uma natureza pessoal que imagino a grande maioria de nós possua. É uma autodeterminação implícita, que não precisa de regras, Ao pensar em mim mesmo como alguém que não faz mal ao mundo, nem às pessoas, nem aos animais (ao menos, não deliberadamente), já estou consciente e inconscientemente trabalhando para me tornar uma pessoa melhor.

Eu quero que o meu 2012 (uma vez que só posso falar por mim) seja um ano de transformação material e patrimonial. Chego a comparar a minha evolução pessoal neste sentido com a que a cidade de Porto Alegre vai apresentar por conta de todas as mudançasa que serão feitas em função da Copa do Mundo de 2014. Porto Alegre vai sofrer uma transformação visual, vai virar um grande canteiro de obras. Quero fazer a mesma coisa com relação à minha situação patrimonial, material. Não é nada para mostrar para os outros. Primeiro, tenho que mostrar a mim mesmo que posso fazer isso. Segundo, tudo servirá para meu maior conforto e bem estar, especialmente no tocante a levar uma vida tranquila e sem estresse, tanto quanto puder, no tempo que ainda me resta neste planeta (e uma tal mudança faz parte de uma estratégia que permita que este tempo ainda seja longo).

Com base em tudo isso, a única promessa de Ano Novo que preciso fazer a mim mesmo é a de não me sentir ansioso com o tempo que as coisas levarem para acontecer. 2012 será um ano bissexto, terá 366 dias. Correrá, como sempre, de 1º de Janeiro a 31 de Dezembro. Obviamente as coisas não vão acontecer já no primeiro dia do ano (até porque cai num domingo), mas também me parece óbvio que não precisam necessariamente acontecer no último. As primeiras alterações em 2012 começaram a acontecer ainda em 11 e assim acontecerá em 12 com relação a 13.

O mais importante é que mudanças acontecerão e será preciso paciência para esperar por elas.

Esta, portanto, é a minha única promessa para o ano que vem.

 –

1

COISA MINHA

O caso é que de vários e vários dias para cá sobrou uma imensa quantidade de papéis e eu não ando consumindo tantos assim, para escrever. Em duas das minhas quatro últimas postagens praticamente não usei rascunhos, e nas duas últimas o uso não chegou a uma folha inteira.

Agora estou escrevendo atrás das notas emitidas no posto de gasolina no domingo e nas compras de supermercado na segunda-feira. Esta papelada vai embora rapidinho, mas por outro lado, rouba espaços maiores de outras folhas de matéria prima para rascunhos.

Há um papel de embrulho de presentes onde vou tentar escrever (não estou certo se a caneta pega), mas também não sei se chegarei nela hoje, porque, incrivelmente, tenho o mau hábito de estabelecer uma hierarquia doentia sobre a ordem do papel a ser usado primeiro.

Uma mania que só afeta a mim. Faz parte de alguns sintomas de TOC, que reconheço ser possuidor. Neste caso, eu olho para um determinado tipo de papel, avalio a quantidade existente, penso no quanto seria bom ou não escrever em sua superfície e decido se aquele papel será ou não dos primeiros a serem descartados, e depois que isso está decidido não consigo fazer diferente.

Se não for uma doença, não sei como classificar, mas, como já diria eu para mim mesmo, só pode.

P.S.: não foi possível escrever no papel de embrulho de presente, a caneta não deixava marcas claras sobre ele.


1 Comments Add Yours ↓

  1. picida ribeiro #
    1

    Sucesso nos planos para ano novo!!



Your Comment