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Ecológico

O DESAFIO

Não adianta eu pensar que terei pouca coisa para escrever, se tiver ficado em casa e tiver já adiantado no dia anterior uma parte do que será postado no blogue, por exemplo.

Isso é apenas uma parte do que me passa pela cabeça fazer, porque basta eu sentar na frente do café, na mesa da sala, e meus olhos caírem sobre a pilha de papeis no canto da mesa para eu saber que não vai dar para sair daqui sem escrever nada, ainda mais depois de tantos dias de expectativa e muitas e muitas escritas e folhas consumidas até chegar nos pedaços desmembrados das embalagens de papelão como a do roteador wireless que comprei junto com o notebook, que é exatamente onde estou escrevendo agora. E pior, vai demorar até que eu consuma todos os pedaços de papelão. Por causa deles vai aumentar a quantidade de sacos com lixo seco que estou desovando.

 

(clique no título do post para ampliar a imagem)

Diga-se de passagem, mesmo com as poucas idas ao súper, os últimos tempos, e com a entrada do inverno, quando diminuo as compras de certos tipos de produtos que precisam ser ensacados, como frutas e verduras, a gaveta dos sacos, no balcão da pia da cozinha, segue abarrotada. E o pior é que eu escrevo todos os dias.

Colocando assim parece que eu não sei o que acontece, mas não é verdade. Sei bem o que acontece. E acontece que eu passo o tempo todo brincando. E nessa brincadeira incluo colocar as folhas de papel não totalmente usadas, e as novas, embaixo da pilha, para ir consumindo os recursos por ordem de chegada, digamos assim. Até porque eu queria me livrar logo da pilha de papelão, porque ela ocupa muito espaço. Se for colocando tudo que entra ou que sobra em cima da pilha, não me livro nunca.

Acho engraçado que hoje em dia posso me esconder atrás da desculpa de que faço isso para contribuir com o planeta, diminuindo o meu consumo de papel novo, o que é verdade, mas que há alguns anos podia ser considerado loucura (que era como muita gente considerava o José Lutzemberger, por exemplo), mas é uma coisa que me acompanha desde quando eu era criança, depois adolescente, depois adulto e agora na maturidade. Sempre gostei de escrever em pequenos pedaços de papel ou de utilizar os lados B de outras escritas, lados internos de embalagens de produtos, espaços ociosos de papeis de contas.

Agora eu apenas conto que sempre gostei.

Como se pode ver, pelas fotos, vou ter  que escrever muito para vencer a pilha de pa~pelão, ainda mais que podem ser utilizados os dois lados de cada pedaço. Em compensação, quando passar por ela vou encher vários sacos plásticos em seguida. Sempre levando em consideração que as sobras de pedaços de papelão em que ainda haverá espaço para que eu escreva irão parar na parte de baixo da pilha, como todas as outras.

Nada de privilégios.


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