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Exceções

SEM SOLUÇÃO

Às vezes fico pensando se não sou prisioneiro de regras autoimpostas, mas a resposta é claro que sim. Sou um sujeito medianamente cumpridor de regras, respeito as leis de convívio da sociedade, mas não está escrito em lugar algum que sou obrigado a sair da cama quando o despertador de pulso toca; mas também acho que só desrespeito esta regra porque ela é minha, pessoal, autoimposta.

Suponhamos que por algum delírio em alguma esfera executiva fosse aprovada alguma legislação tornando isso obrigatório, se houvesse como fiscalizar, eu seria o primeiro a dar um jeito de sempre cumpri-la, tendo ou não havido dificuldades para pegar no sono na noite anterior. Tanto sou cumpridor da regra que em dias que tenho que trabalhar, independente das condições em que esteja, saio da cama às 5:35.

É inegável que o estado geral de relaxamento que transborda quando sei que não tenho obrigação de levantar cedo no dia seguinte tem uma boa dose de influência na minha rebeldia dos dias de folga. O fato de eu às vezes conseguir sair da cama cedo quando não preciso nada mais é do que uma inversão do que antes era uma regra pessoal para a condição de exceção.

No fim, eu até acabo tendo que rir do que estou escrevendo, porque eu sei, claro, que se trata de uma tremenda bobagem, e o que eu estava fazendo agora era exatamente isso, uma brincadeira, mas é verdade que o que antes era exceção agora virou regra: sem essa de sair da cama cedo nos dias de folga.

E olha que para os meus padrões 9 horas já é muito, muito, muito tarde. Hoje levantei às 8. E achei tarde, para um último dia de folga, com obrigação de levantar cedo amanhã, e depois só vou poder esticar de novo no próximo sábado, daqui a uma semana. Mas quando percebi, de noite, que estava com dificuldade para começar a dormir, a primeira coisa em que pensei foi que de manhã durmo um pouco mais.

Não existe fuga para isso, com ou sem Grilo Falante buzinando na minha cabeça.


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