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Maratona Improvável

MANHÃ de TERÇA – 26.04.

Ninguém discute o fato de que ter opções é sempre melhor do que não ter, assim como ninguém discute que é sempre melhor ficar com as opções mais favoráveis. Mas e quando a gente opta pela alternativa menos favorável? Você já fez isso alguma vez? Eu fiz, hoje, e acho que me dei bem. Senão, vejamos.

Conforme publiquei, no post do diário, tínhamos mais vento do que chuva, mas ainda chovia. E como a chuva agora é regionalizada (provavelmente sempre foi assim, a gente é que não se ligava), podia ter mais ou menos chuva em todas as partes. Depois de publicar o post do diário fiz uma coisa que estava na minha cabeça desde o dia anterior.

Desde domingo eu já sabia que teria que fazer renovação de fé no máximo até a quarta-feira. Não poderia fazê-la na segunda porque ainda haveria um sorteio de Lotofácil à noite, último dia da renovação anterior. Teria que resolver isso ou na terça, ou na quarta. Se não estivesse de dissídio na quarta seria tranquilo. Mas estando de folga nesse dia, o melhor então seria fazê-lo na terça, ficando com a quarta e a quinta para não sair de casa. Mas hoje estava chovendo. Está chovendo. Foi aí que pratiquei o exercício da opção improvável.

Contrariando a minha notória preguiça, tão logo fiz a publicação do post do diário tratei de me arrumar e sair, com chuva mesmo. A ideia era ir até o Nacional da José de Alencar, deixar a Preta lá, ir até uma loja de material escolar ali perto comprar umas canetas marca-texto, depois voltar para o supermercado, passar na lotérica para fazer a renovação de fé e depois almoçar no restaurante dali. Qual foi a sequência exata?

Pensando em ganhar tempo parei numa outra loja perto de casa que vende material escolar. Talvez ali pudesse matar uma parte das tarefas, mas não havia canetas marcadoras na cor lilás, como eu queria. Comprei umas outras e saí, rumo ao Nacional. Uma vez lá, passei primeiro na lotérica, já que estava vazia. Depois fui até a loja de material escolar, achei as canetas da cor que queria (peguei dez, para não precisar voltar tão cedo), voltei para o supermercado e encontrei o restaurante ainda fechado. Eram 11:45. Decidi, então, me dirigir ao Big/Barra, para fazer as compras que já estavam na minha mira desde o dia anterior.

O restaurante do Big está fechado para reformas, o que eu já sabia desde a semana passada. O que não sabia era que houve troca de proprietários, informação que me foi dada por um dos rapazes, funcionário do Big, que me ajudou a identificar o código de barras de uns pacotes de camarão que eu estava escolhendo. Tinha informação de um colega de trabalho de que o novo cartão Green Card com chip havia passado no Big de Cachoeirinha. Passou também no Big Cristal.

Depois de deixar as compras no carro eu voltei para a área do shopping e me dirigi à praça de alimentação a fim de comprar no Cachorro do Rosário, para viagem. A intenção era comer em casa. Enquanto me dirigia até lá fui parado por uma turma que estava promovendo uma campanha de leitura que foi lançada domingo passado, pelo que entendi, durante a apresentação do Fantástico. A promoção é para quem tem cartões Visa, Master e Hipercard. Pelo que entendi, basta ter algum destes cartões para receber a revista (se não me engano duas) sem precisar assinar. E na hora, ali, a gente estava sendo presenteado com um exemplar da Época.

Eu tentei por todas as formas me esquivar. Cheguei a dizer que recebo a Zero Hora duas vezes por semana  e quase não tenho tempo de ler (o que não é rigorosamente verdade, mas ninguém ali precisava saber disso). Quase acabei escolhendo uma Auto Esporte, mas a sensação de desconforto foi tão grande que acabei realmente recusando. Mas o guri me fez sair com uma Época nas mãos. Sem nenhuma vontade de ficar com ela, parei num quiosque de pagamento de estacionamento e dei para a guria que ali estava. Ela deve ter achado muito estranho, mas falei, só peguei porque o cara insistiu muito, e fui embora.

  Comprei dois produtos do Cachorro do Rosário e depois vim para casa. Comi durante todo o Sala de Redação e mais um pouco depois. Agora termino de redigir este texto e depois vou para a leitura da tarde.

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Contei esta história só para ilustrar a questão de eu ter passado por cima da minha preguiça de encarar um dia chuvoso, pela opção improvável de sair num dia assim, mas eu sabia que depois, ao pensar na tarde em casa sem preocupação de ter que sair por obrigação na quarta-feira, a tranquilidade seria muito maior (como foi).


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