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Recolhimento 1

E as ESTRATÉGIAS 

Foram tantas as maneiras que imaginei por onde poderia começar este texto, que foi também muito difícil escolher por qual delas seria. Mas como todas tinham um ponto em comum, acaba que tanto fez por onde dar início ao texto, uma vez que qualquer das linhas de pensamento deveria necessariamente chegar no mesmo ponto que as demais.

E o ponto é que passado um primeiro momento de euforia e regozijo pela compra de um carro novo chegou a hora da retomada de uma estratégia que até aqui tem dado certo para o alcance de metas há um bom tempo traçadas. A própria estratégia está estabelecida há um bom tempo, e nela estão contemplados mecanismos de avanço, de recuo para continuar avançando e de correção de rumos para continuar avançando.

Para quem não prestou atenção ou para quem estranhou o que parece contraditório, é preciso reforçar a ideia de que os três mecanismos têm em comum a característica do avanço. Para ultrapassar uma poça de lama, dependendo de sua extensão eu posso dar um ou dois passos para trás, tomar um impulso e saltar sobre ela ou posso mudar de direção e contorná-la (às vezes podendo escolher um lado para isso). Na pior das hipóteses, na impossibilidade de evitar chafurdar na lama, tenho que pelo menos garantir que uma vez dentro dela, posso patinar, mas não cair.

É o momento de manter o foco; conservar a paciência; ter uma visão bem clara do que quero para mim num futuro não muito distante, e quem sabe até nem tão remoto.

Mais uma vez é preciso deixar claro que algumas soluções servem apenas para a minha situação particular. Algumas outras podem ter uma abrangência mais genérica; cada caso é um caso.

Nessas horas sempre penso nos ensinamentos do Gustavo Cerbasi nos livros de sua autoria que já tive a felicidade de ler (Casais Inteligentes Enriquecem Juntos; DinheiroOs Segredos de Quem Tem; Mais Tempo, Mais Dinheiro, em parceria com Christian Barbosa), jamais esquecendo o mais básico de todos: qualquer plano de longo prazo deve ter uma válvula de escape. Por válvula de escape entenda-se algum mecanismo de gratificação que nos ajude a persistir no alcance da meta de longo prazo. Sem isso corremos o risco de desistir no meio do caminho por não estarmos vendo resultados.

Como já expus diversas vezes neste espaço, dentro do meu planejamento estratégico para a troca de carro estava a expectativa de passar praticamente dois anos (que não chegou a tanto, foram apenas vinte meses) sem tirar férias. A ideia era tirar duas quase em seguida uma da outra. Por uma questão de conciliação de feriados e folgas, para não prejudicar o gozo nem de uma coisa nem da outra, as primeiras férias de 2014 foram repartidas em duas, como se sabe, e foi até melhor, porque somando tudo, em vez de vinte dias corridos, dois períodos de 10 (um em Abril e outro em Maio) acabaram se transformando em 25, bastando, para isso, que eu voltasse de férias num sábado (abril) e num domingo (maio). Uma barbada.

No mês que vem, que não tem nenhum feriado, férias de novo, e aí, sim, 20 dias corridos.


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