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Rescaldo

BOLA PRA FRENTE

Quando saí do plantão estava preparado para voltar para casa por um caminho mais comprido e que não tivesse tranqueira por força do GreNal.

Mas escutei no Correspondente Ipiranga que a EPTC já estava fechando a Beira-Rio no sentido Bairro-Centro e deixando as duas vias no sentido Centro-Bairro, na direção do estádio colorado. Ao ouvir isso resolvi acessar a avenida que está sendo duplicada e vim rapidamente para casa. Almocei, assisti filme e depois me preparei para o jogo.

O resultado não me surpreendeu.

Já tinha escrito aqui que o Inter era favorito para o jogo, e este favoritismo se confirmou. Nenhuma novidade. O Grêmio começou a perder a partida ao usar o expediente de atrasar a entrada em campo e de entrar com 14 jogadores, havendo gente que assinou a súmula somente após a entrada, numa tentativa de esconder a escalação até o último minuto.

O presidente Paulo Odone deu entrevista após o jogo dizendo que não é por este resultado que se vai desqualificar a equipe, porém admitiu que ainda é preciso agregar qualidade ao plantel.

Me surpreenderia se ele não dissesse isso.

Com relação ao jogo em si eu esperava que o atacante Jajá incomodasse mais. Era ele que eu achava que mais poderia incomodar a defesa do Grêmio. Não foi um bom jogo dele e a ideia de três atacantes colocada em prática por Luxemburgo esbarrou no bom desempenho da defesa colorada. Em compensação, contra um André Lima sem explosão e chegando sempre atrasado nas disputas de bola e contra um Marcelo Moreno descontado é fácil jogar bem.

Miralles não fez um bom jogo, Bertoglio também não jogou muito. O Inter teve o mesmo mérito de sempre: tem plantel bem mais qualificado, e cada peça que entra consegue dar conta do recado quase no mesmo nível dos titulares.

Já o treinador gremista não tem justificativa para o gesto de agredir o gandula que ajeitou a bola rapidamente para uma cobrança de escanteio para o Colorado.

A jogada já havia sido invalidada pelo árbitro. Os gandulas não podem colocar as mãos dentro do campo de jogo para ajeitar a bola. Eles só podem jogá-la de volta para dentro de campo e/ou jogá-la nas mãos dos jogadores. O protesto do treinador do Grêmio era justo, mas a agressão ao gandula, não. Neste ponto o árbitro foi bem, apesar de ter errado completamente nos lances dos dois pênaltis do primeiro tempo. Ele até pode não ter visto o toque de mão de Rodrigo Moledo na área colorada, mas o de Werley na área gremista foi escandaloso.

Fora isso, a arbitragem não teve maiores problemas.

Contrariando o depoimento de um repórter da Rádio Gaúcha, que disse que ninguém lhe contou, ele viu o treinador Luxemburgo agredir o gandula, este último afirmou em entrevista que não agrediu ninguém. Disse que o gandula começou a ofendê-lo. Questionado sobre se havia visto que a jogada estava anulada por causa da ação do gandula, admitiu não ter visto, mas alegou que depois daquela bola o gandula já estava com outra preparada para colocar no quarto de círculo do escanteio.

Declarou-se arrependido de ter feito o protesto da forma que fez, porque era seu primeiro GreNal, era uma decisão, e alguém com a experiência dele não poderia ter entrado naquele tipo de atrito, mas afirmou que achava que sua ausência na beira do campo não teria prejudicado a equipe.

O Grêmio agora se volta totalmente para a Copa do Brasil, e já pensa no Campeonato Brasileiro, que começa no terceiro final de semana de maio.


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