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Uma Vocação

UM BASTIDOR

Depois de todos esses anos levando vida de blogueiro (desde 2006, quando comecei no Terra), agora sei que nunca vou saber como teria sido a vida (profissional e etc.) se em vez de ter seguido carreira no funcionalismo público eu tivesse optado (se tivesse descoberto, tivesse sabido) por uma carreira no jornalismo. Por todo o bastidor envolvido na produção de uma postagem aqui, também sei que a preparação de uma matéria jornalística dá um trabalho inimaginável para a maior parte da pessoas que a lêem ou assistem.

Requer coleta de dados, há toda uma montagem de palavras e/ou imagens que possam ao mesmo tempo transmitir um fato ou ideia com clareza e impactar as pessoas.

Funciona da mesma maneira com relação a uma coluna, que é mais parecido com o que faço aqui, a não ser pelas postagens de acompanhamento dos jogos de Grêmio, Inter e Seleção Brasileira. A trabalheira é um tipo de processo semelhante ao da gravação de um comercial de tevê.

Lembro das minhas participações em pelo menos três eventos desse tipo no final do século passado, em especial o da chamada da Feira do Livro do ano 2000 (também participei de um dos de lançamento do produto Banricompras). Todas as produções envolvem muita gente. Locação de espaços, comida farta para todo mundo, contratos de cessão (ou não) de imagem, entre outras coisas.

E quando eles querem alguém não medem esforços para garantir a participação da pessoa.

No ano de 2000, em julho, eu lesionei o Tendão de Aquiles da perna esquerda. Tive que passar quatro meses de molho pelo INSS. Em novembro, quando já estava de recuperação fazendo fisioterapia, alguém fez questão da minha participação na gravação da chamada da Feira do Livro.

Quando contatado expliquei a minha situação, que não poderia me deslocar, pegar ônibus, etc. (para nem mencionar que na época estava sem carro). Prontamente a produção do evento arrumou um táxi para me buscar no local da fisioterapia e um outro para me largar em casa depois da gravação (não sem antes eu participar de uma pajelança, sempre com comidas e refrigerantes de graça, sem limites).

Trazendo para os dias de hoje, especificamente a noite de quinta, o jogo entre Grêmio e Libertad.

Não foi a primeira partida do Grêmio na Libertadores deste ano com transmissão de imagens exclusiva pelo Facebook. Um dos jogos com a Universidad Catolita na fase de grupos aconteceu também numa quinta, também com transmissão somente via Face. Naquela ocasião eu cheguei a esquecer o fato, deixando para tentar colocar minutos antes, apenas, as imagens no navegador da televisão do escritório, e a coisa foi bem complicada.

Para todas as partidas tenho o costume de deixar a espera do acompanhamento pronta com alguma antecedência. Tenho modelos padrão de formulários de preenchimento com dados diferenciados para Grêmio e Inter. Sempre deixo prontos os esquemas de cores, dados sobre arbitragem; procuro sempre anotar números de público e renda. No caso do Grêmio, reproduzo as escalações do time que começa cada partida (detalhe que quase sempre é acertado momentos antes do início dos jogos, com ajuda do aplicativo 365 Scores, no celular).

Para a quinta passada, não quis correr o risco de não ter imagens da partida. Então, duas horas antes do início do jogo, mais ou menos, abri o link do site da Conmebol no Facebook, onde rolava o vídeo do confronto com a Catolica. Deixei aquilo rodando, mas depois, quanto mais perto da hora do início da partida, menos parecia que entraria transmissão por ali.

Tratei então de procurar alternativas.

Encontrei (e assisti por ele) no site www.gremistas.net um link da transmissão que funcionou muito bem, por sinal. Conforme descrito em postagem anterior, deixei o notebook com as imagens ao lado do PC e fiz anotações normalmente por aquele.

Tudo isso porque eu queria dar aos meus (que suponho possam eventualmente visitar o blogue) leitores o mesmo padrão de sempre, de dados sobre a partida.

Como sempre, me servi do trabalho de vários jornalistas e técnicos de som e imagem, claro, pois sempre faço acompanhamento pela tv e pelo rádio, então me sinto como um deles.

Nunca vou saber como teria sido como jornalista, mas gostaria de ter descoberto isso antes.


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